Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
Gustavo Moreno/STF
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegam à sessão inédita desta terça-feira (15) com o plenário publicamente rachado.
O cenário que se desenha é de dificuldades para Alexandre de Moraes, mas a decisão sobre apurar ou não conduta do ministro poderá ser adiada.
Desde que o ministro André Mendonça retirou, no começo do mês, o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes, o STF enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por atropelos processuais, guerras de liminares, cobranças e divergências expostas.
Nos bastidores, as articulações envolveram uma série de telefonemas, consultas, reuniões reservadas, jantares na tentativa de se encontrar uma resposta institucional para a crise.
Até agora, seis votos são considerados mais consolidados.
André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques estão alinhados. Do outro lado, Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
O único consenso entre as duas alas que se formaram no STF é que não há nenhuma certeza sobre o que vai ocorrer na sessão desta terça.
A visão de Mendonça e de seu grupo
Ministros da ala de Mendonça apostam que o presidente do Supremo, Edson Fachin, deve propor algum tipo de apuração sobre Moraes. Se isso se confirmar, a ministra Cármen Lúcia pode acompanhar o entendimento.
