O Conselho de Justificação que analisa a possibilidade de expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, da Polícia Militar de São Paulo foi adiado. A sessão estava prevista para a manhã desta segunda-feira (14), na capital paulista, mas não ocorreu.
O procedimento administrativo pode resultar na perda da patente e na exclusão do oficial da corporação. O tenente-coronel é investigado por suspeita de envolvimento no feminicídio de Gisele Alves Santana.
A defesa do policial é feita pelo advogado Eugenio Malavasi. Procurado pela reportagem, ele afirmou que o motivo do adiamento ainda não foi informado.
Conselho foi formado em março
Os oficiais responsáveis por avaliar a conduta do tenente-coronel foram indicados pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
A composição do Conselho de Justificação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 31 de março. Integram o grupo os coronéis Adalberto Gil Lima Mendonça, Carlos Alexandre Marques e Marisa de Oliveira.
O colegiado deverá analisar as circunstâncias do caso e a permanência do oficial na Polícia Militar. Ao final do procedimento, poderá ser proposta a perda da patente e a exclusão da corporação, conforme as regras aplicáveis ao processo.
Quatro policiais já prestaram depoimento
A primeira etapa do processo administrativo ocorreu em maio, quando quatro policiais foram ouvidos. Entre as testemunhas estavam três PMs que eram amigas de Gisele Alves Santana.
