A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável por Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negou que o filme tenha recebido recursos de emendas parlamentares ou dinheiro diretamente ligado ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
As declarações foram dadas à CNN Brasil em entrevistas realizadas antes da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de retirar o sigilo de parte da investigação, no domingo 13.
Produtora cita fundo de investimento
Karina afirmou que não teve relação direta com Vorcaro nem com empresas ligadas ao banqueiro. Segundo ela, a produtora foi contratada pelo fundo Havengate, que teria sido o investidor inicial do projeto. “Eu não participei do fundo. Eu nunca participei do fundo e não era o meu papel”.
A relação entre Vorcaro e o fundo, porém, é investigada pelo STF. Na quarta-feira (9), o ministro André Mendonça homologou a delação do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.
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Segundo o delator, foram feitas sete transferências que somaram US$ 12,3 milhões para o Havengate Development, no Texas, entre janeiro e setembro de 2025. Os repasses, segundo o relato, teriam sido determinados por Vorcaro depois de pedidos do senador Flávio Bolsonaro. A homologação da delação não comprova, por si só, as afirmações.
