Áreas antes ocupadas pela cana-de-açúcar estão ganhando espaço para a pecuária em diferentes pontos do Nordeste, em um movimento que vem atraindo investimentos em genética, confinamento, nutrição e estrutura industrial.
Em Alagoas, a transformação é acompanhada pela chegada de novos projetos e pela instalação de frigoríficos habilitados a atender os mercados doméstico e externo, fortalecendo a cadeia produtiva e reduzindo a dependência de animais vindos de outras regiões do país.
No primeiro trimestre de 2026, as exportações do Nordeste cresceram 51,38% em volume e 71,08% em receita, com 9,6 mil toneladas embarcadas para 84 países e faturamento de US$ 44,9 milhões.
Para Celso Barros Correia, administrador da Fazenda Recanto, em Chã Preta (AL), a transformação da pecuária nordestina acompanha uma mudança na própria ocupação econômica das terras.
Segundo ele, a mecanização e a busca por áreas mais planas e produtivas levaram parte da atividade canavieira para outras regiões, abrindo espaço para a pecuária em áreas que antes eram ocupadas pelos engenhos e usinas.
O processo, afirma, não ocorre apenas em Alagoas, mas também em Pernambuco, Sergipe e outros estados nordestinos. “A pecuária foi ocupando esses espaços que eram deixados pela cultura da cana”, afirma Celso.
