Daqui a algumas horas, nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal inicia um dos capítulos mais delicados de sua história recente. Às 10h, em sessão extraordinária convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, os ministros vão analisar um procedimento que nasceu do celular de um banqueiro preso e chegou a citar contatos do ministro Alexandre de Moraes. Se essa citação tem alguma consequência é decisão do plenário, não deste texto. O que interessa aqui não é o nome de nenhum ministro em particular, é o que esse procedimento revela sobre a própria Corte.
Ninguém, nesta manhã, sabe qual será o resultado, e existe uma chance real de que nem haja decisão hoje, se houver pedido de vista suspendendo o julgamento. O plenário vai analisar a regularidade da ordem que aprofundou a apuração sobre o celular do banqueiro, a validade do material produzido pela Polícia Federal e o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República. Dessa análise pode resultar uma decisão sobre o destino dos elementos citados, incluindo se eles são suficientes para embasar uma investigação. É essa possibilidade, ainda incerta, que já basta para pesar sobre o dia de hoje.
O caso já correu o país nas últimas duas semanas, todo brasileiro que acompanha um telejornal sabe do que se trata.
