A Suprema Corte dos EUA rejeitou nesta segunda-feira (14) o controverso plano do presidente Donald Trump para mudar a forma como cédulas de votação pelo correio são enviadas aos eleitores de todo o país, rejeitando uma proposta que autoridades eleitorais alertaram que teria consequências catastróficas se entrasse em vigor nas eleições de meio de mandato deste ano.
Em um dos casos mais importantes a chegar ao calendário de decisões rápidas da Corte em anos, a maioria dos ministros bloqueou o procedimento que daria ao Serviço Postal dos EUA (USPS) o poder inédito de reter potencialmente milhões de cédulas enviadas pelo correio. Até mesmo algumas autoridades eleitorais republicanas alertaram que a proposta poderia provocar caos e privação em massa do direito de voto.
Em uma decisão breve, a Corte afirmou que o governo “provavelmente não terá êxito no mérito de seu recurso”. Os ministros conservadores Samuel Alito e Clarence Thomas divergiram.
A decisão representa uma derrota significativa para o presidente, que há anos critica a votação pelo correio com falsas alegações de fraude generalizada, embora continue votando pelo correio.
A administração havia apresentado a proposta como uma mudança “modesta” nas regras postais, destinada a combater a suposta fraude. Os críticos de Trump, no entanto, descreveram a medida como uma tentativa inconstitucional de ampliar poderes que o Serviço Postal dos EUA sequer estaria totalmente preparado para exercer.
