O preço médio do frete rodoviário subiu 1,04% em agosto, para R$ 8,72 por quilômetro rodado, ante R$ 8,63 em julho, segundo o IFR (Índice de Frete Rodoviário da Edenred), calculado com base em dados da plataforma Repom. No agronegócio, o movimento foi influenciado pelo aumento da demanda por transporte no fim da colheita da segunda safra de milho, em um momento de transição para o plantio da safra de verão 2026/27.
A alta ocorreu mesmo com a queda dos preços do diesel, que representa uma parcela importante dos custos do transporte de cargas. Segundo o IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log), o diesel comum recuou 1,17% em agosto, para R$ 6,70 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 0,70%, para R$ 7,05. Foi o quarto mês consecutivo de redução nos preços dos combustíveis nos postos.
No campo, a movimentação da segunda safra de milho ajudou a sustentar a procura por caminhões. Com a colheita entrando na reta final, produtores e empresas ainda precisam escoar o grão das regiões produtoras para armazéns, indústrias, portos e outros destinos, mantendo a pressão sobre o mercado de fretes.
Ao mesmo tempo, o calendário agrícola começa a mudar a dinâmica do transporte. Enquanto a segunda safra de milho termina de ser retirada do campo, a semeadura da safra de verão 2026/27 já começou em regiões do Sul do país, segundo o Cepea. A combinação entre o fluxo de milho e o início de uma nova temporada agrícola pode manter a demanda logística aquecida nos próximos meses.
