O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou neste domingo, 14, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, uma notícia-crime contra o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, e contra um pastor ainda não identificado.
A defesa de Flávio pede que o STF investigue uma suposta tentativa de pressionar Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, a fazer uma delação premiada que atingisse o candidato do PL à Presidência nas eleições deste ano.
Os advogados sustentam que os fatos podem configurar, “ao menos em tese”, o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal. A notícia-crime tem como base uma declaração de sete páginas assinada por Karina e registrada em cartório em 4 de setembro, seis dias antes de uma operação policial contra a produtora.
No documento, Karina afirma ter sido procurada em três ocasiões por pessoas que sugeriram que ela fizesse uma delação premiada, sob a promessa de que, dessa forma, “nada ocorreria” com ela.
Quem é Fernando Sarney
De acordo com o relato de Karina, Fernando Sarney a procurou nos dias 20 e 22 de maio. A produtora afirma que o empresário ofereceu apoio jurídico e alegou ter “grande proximidade com o ministro Flávio Dino”, relator de uma das investigações relacionadas ao financiamento de Dark Horse.
