O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a intenção de contestar decisões judiciais que restringem ações de segurança e de combate ao narcotráfico. Em pronunciamento neste domingo, 13, o chefe de Estado prometeu cumprir as determinações em vigor, mas recorrer para defender as atribuições da Presidência previstas na Constituição.
“Vamos exercer todos os mecanismos jurídicos que correspondam para defender essas competências que a Constituição me entregou como presidente da República”, afirmou Espriella, segundo comunicado publicado pela Presidência colombiana.
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O presidente mencionou duas decisões recentes. Uma delas restringe ataques aéreos contra grupos armados quando há informações sobre a presença de menores de idade. A outra suspendeu temporariamente a pulverização aérea contra plantações de coca no sul do país, enquanto a Justiça analisa o caso.
Espriella afirmou: “As decisões judiciais são respeitadas e as ordens vigentes são cumpridas”. Contudo, fez uma ressalva: “Uma coisa é o controle judicial e outra muito diferente é substituir o governo, o presidente ou o comando militar na condução operacional do Estado”.
Presidente da Colômbia cita recrutamento de menores
Ao tratar das ações contra grupos armados, Espriella afirmou que crianças recrutadas por organizações criminosas são vítimas e devem receber proteção do Estado. “Um menino recrutado é uma vítima, um sequestrado”, disse.
