Autoridades americanas avaliam que uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser anunciada a qualquer momento.
Ao longo do fim de semana, nossa equipe conversou com diferentes pessoas ligadas a distintas áreas da administração de Donald Trump. Os relatos apontam para uma retomada das discussões sobre medidas contra autoridades brasileiras e para a percepção de que o tema voltou a ganhar força em Washington.
Alexandre de Moraes permanece no centro dessas conversas. No caso do ministro do Supremo, fontes próximas às discussões afirmam que o caminho para uma eventual retomada das sanções seria mais simples porque boa parte do procedimento técnico necessário já foi realizada anteriormente.
Essa informação, inclusive, não é nova para os leitores da Jovem Pan.
Em 29 de maio, esta coluna revelou que, do ponto de vista burocrático, a retomada da Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes já estava pronta nos Estados Unidos e dependia essencialmente de uma decisão política do presidente Donald Trump.
Naquele momento, interlocutores envolvidos nas articulações afirmaram que o processo necessário para recolocar Moraes sob sanções já havia sido preparado e que faltava apenas uma autorização política para que a medida avançasse.
Mais de três meses depois, pessoas ouvidas neste fim de semana afirmam que essa estrutura permanece disponível.
