O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a investigação sobre o contrato do programa Wi-Fi Livre SP tem sido “politizada”. Ele deu a declaração durante uma coletiva de imprensa depois da 4ª edição do Seminário Brasil Hoje, nesta segunda-feira, 14, na capital paulista.
O contrato, no valor de R$ 108 milhões, foi firmado pela prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é investigada por suspeitas de irregularidades na execução do serviço.
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O ICB é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Civil investiga a suspeita de que recursos públicos destinados ao programa de internet gratuita tenham sido direcionados a atividades relacionadas à produção do longa.
"Não está só federalizando, está politizando", disse Nunes. "No nosso contrato de Wi-Fi, não há emendas. Tenho um serviço mais barato, que está funcionando, eficiente e sem ilegalidade. Da nossa parte, não tem problema investigar, os dados estão fornecidos no Portal da Transparência."
Nunes afirmou também que a contratação ocorreu dentro da legalidade. Segundo o prefeito, o chamamento ficou aberto por 30 dias, teve acompanhamento do Tribunal de Contas e o serviço está sendo prestado conforme previsto.
