As chuvas que atingem o estado de São Paulo já são parte dos efeitos do evento climático El Niño. E isso é apenas o início de um cenário de desastres mais intenso que podem ocorrer até o final deste ano, quando o fenômeno chegará ao ápice.
Considerado um dos maiores das últimas décadas, o fenômeno pode causar impactos no clima do planeta que podem durar até o ano de 2027.
Nesta segunda-feira (14), a capital paulista registrou o setembro mais chuvoso em mais de 80 anos, com 253,8 milímetros de água.
Além do recorte histórico, os temporais causaram estragos em diversas regiões do estado, deixando dois mortos e uma pessoa desaparecida desde o último fim de semana. A cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, ficou completamente embaixo d’água.
Veja imagens de satélite das nuvens em São Paulo.
Mas não é apenas no Sudeste que o El Niño deve continuar influenciando o clima.
Nos próximos meses, o tempo instável também deve persistir em áreas do Sul e Centro-Oeste do Brasil, segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus.
O El Niño está associado aos eventos sim. Normalmente ele causa chuva acima do normal no Sul, mas eventualmente a área pode se deslocar um pouco mais pra cima e pegar parte do Sudeste e do Centro-Oeste. As áreas mais atingidas agora em setembro ficaram entre o Paraná e São Paulo, e isso deve permanecer assim nas próximas semanas e meses.
