Uma equipe internacional de cientistas afirma ter detectado um sinal intrigante que pode indicar a existência de matéria escura, oferecendo uma pista que talvez aproxime a solução do mistério dessa substância elusiva.
A matéria escura compõe cerca de 85% de toda a matéria do universo e é aproximadamente cinco vezes mais abundante que a matéria comum, constituindo estrelas, planetas e tudo o mais que os cientistas conseguem observar. A matéria escura é invisível porque não absorve nem reflete a luz, mas interage com a matéria comum, e seus efeitos gravitacionais são necessários para explicar a estrutura do universo.
Por quase meio século, desde que os astrônomos americanos Vera Rubin e W. Kent Ford forneceram algumas das evidências mais fortes da existência da matéria escura, os cientistas têm tentado identificar a substância invisível, mais recentemente usando dispositivos sofisticados projetados para detectar possíveis candidatos.
Um desses dispositivos é o experimento LUX-ZEPLIN, ou LZ, um detector contendo 7 toneladas métricas ativas de xenônio líquido, localizado em uma antiga mina de ouro a quase 1,5 quilômetros abaixo da superfície da Terra, na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, na Dakota do Sul. O detector registrou uma interação incomum de partículas em junho de 2023, que gerou um clarão e uma cautelosa expectativa.
A colaboração LZ é um grupo internacional de 250 cientistas e engenheiros de 39 instituições.
