O uso de drones aliado à inteligência artificial está transformando o manejo das pastagens no Brasil, permitindo que pecuaristas tomem decisões mais precisas sobre a entrada e a saída do gado, com base na avaliação da quantidade e qualidade da forragem disponível. Essa tecnologia se tornou uma ferramenta essencial para otimizar a produção na pecuária.
O zootecnista Leandro Barbero, professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que “é o olho do drone que olha o pasto, que por sua vez engorda o boi”. A intenção não é substituir o produtor, mas fornecer informações que tornem as decisões mais rápidas e precisas. “A ideia é a gente trazer velocidade, trazer simplicidade e precisão para o pecuarista”, afirma Barbero em entrevista ao Giro do Boi.
O trabalho com drones começou em 2017 e utiliza um software que processa imagens captadas durante os voos, treinado com cerca de 400 mil imagens. O sistema identifica informações como biomassa, altura do pasto e presença de plantas daninhas, combinando esses dados com a localização do rebanho para orientações de manejo.
De acordo com Barbero, a inteligência artificial indica o momento adequado para a movimentação dos animais entre os piquetes, visando a recuperação da pastagem. “Ela diz para o pecuarista qual é o momento da entrada e qual é o momento da saída”, destaca.
Benefícios da tecnologia no manejo
O sistema alcança um índice de acerto de 96% na definição do manejo.
