O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro sobre irregularidades envolvendo o Banco Master e fraudes em operações com o Banco de Brasília (BRB) foi pré-agendado para quinta-feira (24). Inicialmente a Polícia Federal (PF) tinha marcado a oitiva para terça-feira (15).
Vorcaro prestaria depoimento ainda no final de agosto, e a oitiva foi adiada a pedido da defesa pela segunda vez.
A data desta terça-feira coincide com a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisará o relatório da PF sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
O banqueiro foi preso em novembro do ano passado quando tentava fugir do país. Ele era alvo de uma investigação sobre emissão de títulos de crédito falsos para instituições financeiras. No dia de sua prisão, o Banco Central liquidou o Banco Master.
Desde que foi detido, novas investigações apontam uma rede ampla envolvendo políticos de vários partidos e cargos nos Poderes Executivo e Legislativo. Além disso, membros do Judiciário, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes também são citados no rol de relacionamentos do banqueiro.
Crise sem precedentes no STF
A discussão sobre o celular ocorre em meio a um conflito maior entre os ministros sobre a condução do caso Master.
Fachin havia determinado a retirada do sigilo de documentos da investigação. Mendonça liberou parte do material, mas manteve documentos sob sigilo. Moraes criticou a decisão e apontou uma suposta divulgação seletiva das informações.
