Alguns petistas reconhecem o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pesquisas eleitorais. Ressaltam que já era esperado o acirramento entre os 2 em toda a campanha, com oscilações, e avaliam ainda ser inevitável uma disputa de 2º turno.
Dizem, entretanto, que “há jogo ainda” para Lula, com uma disputa dura na 2ª rodada de votação. Afirmam que o petista sairá vitorioso quando ficar claro que só Flávio e Lula estarão concorrendo ao Planalto. Também citam “a força da militância” para a reeleição no 2º turno.
Em alguns casos, há um “mea-culpa” ao citar que é necessário um reajuste na campanha e no projeto nacional de Lula. Ao mesmo tempo, mencionam haver uma dificuldade do chefe do Executivo em melhorar a própria aprovação, a despeito de entregas feitas pelo governo, e um mau-humor que a direita estimula, ocasionando desgaste ao petista.
Aliados do presidente Lula também fazem críticas à avaliação feita a partir das pesquisas, quando há um foco nos dados apresentados no 2º turno. Citam crescimento em alguns levantamentos de 1º turno, como o BTG/Nexus, com Lula aparecendo com 42% das intenções na 1ª rodada de votação ante 37% de Flávio.
Citam também “contradições” em levantamentos. Enquanto BTG/Nexus mostra Lula com 47% e Flávio com 46% no 2º turno, a pesquisa Quaest sinaliza o candidato do PL com 42% e o petista com 40%.
