John Reagan estava aproveitando os primeiros meses de aposentadoria quando retirou um carrapato de sua pele no início de maio.
Ele não pensou muito nisso.
Reagan, de 66 anos, um farmacêutico aposentado que mora em Concord, New Hampshire, adorava estar ao ar livre, frequentemente caçando, pescando ou fazendo longas caminhadas com os cachorros de seu filho e filha, também conhecidos como “os netos caninos”, a tiracolo.
Reagan tinha plena consciência dos riscos das picadas de carrapato. A doença de Lyme é uma infecção comum na região onde ele mora. Como um carrapato infectado leva cerca de 36 horas para transmitir a doença de Lyme após se fixar na pele, ele retirou o pequeno sugador de sangue quase imediatamente após chegar em casa e pensou que estava a salvo.
Algumas semanas depois, porém, ele começou a apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo dor de cabeça, dores no corpo, febre, náuseas e diarreia. Ele foi a um pronto-socorro local em meados de maio, mas os médicos não conseguiram identificar a causa, então o mandaram para casa após administrarem fluidos e medicamentos para enjoo. Mesmo assim, seu estado piorou.
Sua esposa achou que ele pudesse estar tendo um derrame. De volta ao hospital, ele perdeu a capacidade de falar, se mover e até mesmo abrir os olhos. Mesmo assim, os exames deram negativo. Sua família perguntou se isso poderia estar relacionado à picada de carrapato que Reagan havia sofrido algumas semanas antes. Disseram-lhes que não.
