Conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram cobranças sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná.
Os diálogos fazem parte do material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do Caso Master. As mensagens citam ainda pessoas ligadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Em uma das conversas, Vorcaro cobra o cunhado Fabiano Zettel sobre o destino de recursos relacionados ao empreendimento. “Onde tá a grana?”, pergunta o banqueiro. Zettel menciona valores de R$ 20 milhões pagos anteriormente e outros R$ 15 milhões.
As mensagens também citam o advogado Guilherme Lippi, que atuou para uma empresa ligada a Toffoli. Em 12 de março, Lippi procurou Vorcaro diretamente para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do Tayayá.
Em abril, Vorcaro encaminhou a Lippi o contato de Fabiano Zettel e mencionou a necessidade de um aporte em um Fundo de Investimento em Participações (FIP).
Detalhes da conversa sobre o Tayayá, encontrada em celular de Vorcaro
No dia 24 de maio, o banqueiro voltou a cobrar o cunhado pela demora na operação. No dia seguinte, pediu que Zettel atendesse uma pessoa identificada como “Saulo” para “resolver um tema”.
A cobrança aumentou em agosto. No dia 14, Vorcaro questionou novamente: “Aquele negócio no Tayaya não foi feito?”.
