O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (14), em meio ao aprofundamento do conflito no Oriente Médio e ao aumento das preocupações com a oferta. Os ataques de drones ao oleoduto saudita Leste-Oeste e o avanço dos Houthis nas proximidades do Estreito de Bab al-Mandeb sustentaram o movimento de alta, embora o mercado tenha perdido força ao longo do pregão.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para novembro avançou 1,02% (US$ 1,07) e encerrou o dia a US$ 105,68 por barril. Na máxima da sessão, o contrato chegou a US$ 109,80. Na Nymex, o WTI para outubro subiu 1,34% (US$ 1,34), a US$ 101,39 por barril.
Fontes ouvidas pela Associated Press afirmaram que o oleoduto saudita atingido na semana passada deverá ficar, em sua maior parte, fora de operação por várias semanas enquanto os danos são reparados. A instalação atravessa o território saudita e é considerada peça central da estratégia do país para redirecionar exportações de petróleo ao Mar Vermelho, evitando o Estreito de Ormuz.
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Para Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a alta recente do petróleo para perto de US$ 110 por barril após os ataques ao oleoduto Leste-Oeste parece exagerada e já incorpora um cenário extremo de perda permanente de oferta.
