Os dançarinos surdos e com deficiência auditiva que formam a Companhia Fientan em Burkina Faso, na África Ocidental, não precisam ouvir música para sentir seu ritmo. A conexão contorna os ouvidos e flui através de uma habilidade cuidadosa: o chamado “Vibra-Signe“.
Combinando vibrações, gestos e linguagem gestual, o Vibra-Signe é uma técnica que capacita pessoas com deficiência auditiva a dançar e ensinar outras pessoas a “coreografar” as próprias rotinas.
Trata-se de uma “linguagem gestual” em constante desenvolvimento. Criada por Yaya Sanou, dançarino, coreógrafo e cantor de Bobo-Dioulasso, capital cultural de Burkina Faso, ele acredita que a dança era o seu destino.
“Aqui, nós realmente crescemos com a cultura da dança, em funerais e batizados… isso é diferente de outros países, onde é preciso muito mais trabalho para encontrar o ritmo certo”, disse Sanou à CNN.
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Mas Sanou não é surdo e não cresceu em comunidades de surdos. Sem conhecer amigos ou familiares com deficiência auditiva, grande parte do seu trabalho se deve simplesmente à observação.
Em 2006, ele costumava passar em frente a uma das quatro escolas para surdos de Burkina Faso, a caminho de suas aulas de dança.
