O cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira é investigado por suspeita de fornecer armas e munições a integrantes de facções criminosas. Ele é lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, e aparece em conversas analisadas pelos investigadores.
A apuração é conduzida pela Polícia Civil da Bahia e pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia) e faz parte da operação Reino Oculto. A investigação começou em março e investiga suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
As informações sobre a participação do militar foram obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, e divulgadas no domingo (13.set.2026). Segundo a investigação, Deivison teria negociado armamentos e munições com integrantes do tráfico de drogas.
A apuração identificou uma estrutura com núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas. Segundo o MP-BA e a Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 4 milhões durante o período investigado.
A operação Reino Oculto foi iniciada em 10 de setembro e mobilizou mais de 250 policiais civis. Foram cumpridos mandados em Salvador, na Região Metropolitana e em municípios do interior da Bahia, além de cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Mais de 30 pessoas haviam sido presas, segundo o MP-BA.
