Há mais de um século, astrônomos são intrigados pela possibilidade de existir um planeta ainda desconhecido escondido nas regiões mais distantes do Sistema Solar. A busca por esse hipotético mundo atravessou diferentes fases ao longo das décadas e continua até hoje.
A descoberta de Netuno, em 1846, mostrou que a existência de um planeta invisível poderia ser inferida a partir dos efeitos gravitacionais provocados sobre outros mundos. A ideia ajudou a impulsionar a busca por um nono planeta, que parecia ter chegado ao fim em 1930, quando o astrônomo Clyde W. Tombaugh descobriu Plutão.
Décadas depois, em agosto de 2006, Plutão perdeu oficialmente o status de planeta e passou a ser classificado como planeta anão. A mudança alimentou um debate que continua até hoje, mas também deixou em aberto uma questão diferente: será que existe, de fato, um nono planeta escondido no Sistema Solar?
Alguns astrônomos acreditam que a resposta pode estar próxima.
O que os astrônomos sabem?
A história do hipotético nono planeta remonta às primeiras décadas do século XX. Na época, astrônomos começaram a considerar que irregularidades nas órbitas de planetas conhecidos poderiam indicar a presença de outro mundo distante;
O astrônomo estadunidense Percival Lowell defendia que alterações observadas nos movimentos de Urano e Netuno poderiam ser explicadas pela existência de um planeta desconhecido, que chamou de “Planeta X”;
A ideia, porém, mudou com o avanço das observações.
