O Partido dos Trabalhadores (PT) destinou cerca de R$ 3,9 milhões para campanhas de candidatos a deputado federal que já foram condenados em processos ligados ao Mensalão e à Operação Lava Jato. Além dos recursos partidários, alguns deles contam com apoio de militantes, sindicatos e movimentos sociais.
Entre os principais nomes está o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, candidato a deputado federal por São Paulo. Condenado em processos relacionados ao Mensalão e ao Petrolão, Dirceu recebeu cerca de R$ 1,1 milhão do partido para a campanha.
O ex-ministro também tem usado nas redes sociais imagens ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reaproximação de Dirceu com o PT e com Lula ganhou força a partir de 2022, quando ele participou da organização dos chamados “comitês populares de luta” no Distrito Federal. Na atual campanha, ele também conta com apoio de militantes ligados ao MST.
O apoio do PT aos ex-mensaleiros
Outro nome é o ex-deputado André Vargas, candidato no Paraná. Ele recebeu aproximadamente R$ 841 mil do PT. Ex-vice-presidente da Câmara, Vargas teve o mandato cassado durante a Operação Lava Jato e depois foi condenado por corrupção.
Nos últimos anos, Vargas também voltou a circular entre integrantes do governo federal. Ele teve agendas com ministros petistas, entre eles a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e o atual titular da pasta, José Guimarães.
