Ao autorizar a operação contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que há indícios de que o congressista buscava acessar diretamente o ministro Kássio Nunes Marques e o ministro André Mendonça. A Polícia Federal afirma que há evidências de que Cezinha de Madureira tinha esquema de venda de influência com ministros de tribunais superiores. Leia a íntegra (PDF - 254 kB).
O congressista foi alvo de operação na manhã desta 2ª feira (14.set.2026) por possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora não sejam alvos de investigação, o Poder360 pediu uma manifestação aos gabinetes de Mendonça e Nunes Marques. Esta reportagem será atualizada em caso de resposta.
Dino declarou: “As expressões ‘vou pedir a ele’, ‘eu preciso pedir expressamente’ e a identificação nominal do interlocutor (‘Ministro Kassio’) evidenciam, em juízo de cognição sumária, que o parlamentar não se limitava a encaminhar peças: comprometia-se a formular pedido pessoal e direto ao julgador, em favor de partes representadas por advogadas a ele ligadas por vínculo conjugal e por interesse econômico”.
Além dos ministros, a PF diz que há suspeita de que o congressista vendia uma possível influência com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Messias também não é investigado.
