Tensão no Supremo
A sessão extraordinária do STF marcada para terça-feira, 15 de setembro, promete ser um dos momentos mais tensos da história recente da Corte.
A pauta inicial, que era decidir se valida o relatório da Polícia Federal e abre uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes, se transformou em um tudo ou nada jurídico e institucional.
O presidente do STF, Edson Fachin, está sendo pressionado para que a sessão extraordinária ocorra a portas fechadas, sem transmissão pela TV Justiça.
O problema é que, se a ideia é conter o estrago, esconder a discussão pode produzir justamente o efeito contrário.
Em uma crise de confiança, quanto menos transparência, maior a desconfiança.
Uma Corte dividida
Thomas Traumann alerta na edição de O Globo desta segunda-feira, que esta semana decide o destino do STF, mesmo se os ministros decidirem não decidir nada e preferirem enterrar suas cabeças na areia a enfrentar o sol.
Com os grupos de Alexandre de Moraes e André Mendonça armados, a sessão marcada para terça-feira será feia de ver.
Os datavênias e mesuras não vão esconder uma Corte dividida e mais preocupada com suas imagens pessoais do que com a credibilidade da Justiça.
Uma Corte dividida...2
Mais de 60% dos brasileiros souberam das conversas entre Moraes e Vorcaro, mas só a ínfima minoria de 7% ficou chocada a ponto de mudar seu voto, mostra o Datafolha.
Numa disputa tão acirrada quanto esta, é o suficiente para mudar o resultado.
