BRASIL - O número de denúncias de assédio eleitoral registradas nos primeiros 13 dias de setembro de 2026 já superou o total contabilizado durante todo o mesmo mês nas eleições de 2022. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontam 114 denúncias neste mês, contra 68 em setembro de quatro anos atrás.
O crescimento também foi registrado em agosto. Naquele mês, o MPT recebeu 133 denúncias em 2026, enquanto em agosto de 2022 foram nove registros.
Denúncias de assédio eleitoral em 2026
Desde o início deste ano, o Ministério Público do Trabalho recebeu 376 denúncias de assédio eleitoral. Entre janeiro e setembro de 2022, haviam sido registradas 85.
Em 2026, o Ministério Público do Trabalho registrou o maior volume de acusações em São Paulo, com 45 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (44) e Minas Gerais (32). Goiás tem 21 registros, enquanto Pará, Paraná e Pernambuco somam 18 denúncias cada.
Pressão sobre trabalhadores
Para enfrentar esse cenário, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) define o assédio eleitoral como qualquer pressão ou ameaça no ambiente laboral.
O Ministério Público do Trabalho observa um padrão similar ao de 2022, quando o volume de denúncias cresceu drasticamente entre o primeiro e o segundo turnos da eleição. Naquele período, a maioria dos relatos citados pelo MPT envolvia pedidos de voto em Jair Bolsonaro (PL) e manifestações contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
