O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, não gosta de dar qualquer orientação sobre a provável trajetória das taxas de juros nos EUA, mas a inflação elevada, o petróleo a US$ 100 o barril e sua própria ênfase na necessidade de garantir a estabilidade de preços e prestar atenção aos sinais dos preços do mercado financeiro parecem não deixar dúvidas sobre o que está por vir.
O banco central dos EUA anunciará sua decisão de política monetária às 14h (horário de Brasília) desta quarta-feira (16), após o término de uma reunião de dois dias.
Os mercados financeiros apostam fortemente que os membros do Fed elevarão sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 3,75% e 4,00%, sinalizando um aperto monetário ainda maior no futuro.
Tal decisão poderia colocar Warsh, que preside o comitê de definição de taxas do Fed desde que assumiu o cargo em maio, em uma situação delicada.
O presidente Donald Trump escolheu Warsh com a expectativa explícita de que ele reduziria as taxas de juros, mas até agora não o culpou por não cumprir essa promessa, dizendo que a culpa é de seus colegas banqueiros centrais “politizados”.
Não está claro como o presidente reagiria a um aumento das taxas tão perto das eleições de novembro, nas quais o Partido Republicano de Trump busca manter uma pequena maioria no Congresso.
