Casos ocorreram no norte da Alemanha. Suspeito trouxe as vítimas do Brasil.
CHROMORANGE/Bilderbox/picture alliance via DW
Fernando*, de 34 anos, estava em uma viagem pelo Nordeste quando decidiu abrir o aplicativo de relacionamento Romeo. Lá, ele conheceu um alemão que procurava parceiros brasileiros. Fernando foi tão bem tratado nas conversas que se encantou e ficou à vontade para compartilhar informações pessoais, como endereço e fotos. O papo fluiu e, em menos de uma semana, ele recebeu um convite para viajar à Alemanha.
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Sem emprego e renda, no contexto da pandemia, nem hesitou diante da proposta. "Quem é que não quer ter a oportunidade de conhecer a Europa e tentar uma mudança de vida?", explica. Pouco tempo depois, embarcou. E a mudança de vida quase veio, mas não da forma como imaginava.
Ao chegar, Fernando conta que não pode dormir nem quatro horas e diz ter sido acordado, ainda de madrugada, no frio, para trabalhar no estabelecimento industrial do suspeito. Ele alega que começou a ser forçado a trabalhar, sem receber por isso, e a manter relações sexuais não consentidas. Diz que foi ameaçado de morte e precisou fugir.
Agora no g1
O relato de Fernando não é exclusivo. Cinco brasileiros denunciaram à DW terem passado pela situação, que estaria acontecendo há pelo menos oito anos. Sempre envolvendo o mesmo suspeito alemão.
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