A AirBaltic, da Letônia, entrou voluntariamente com pedido de proteção ao abrigo do Capítulo 11 do Código de Falências dos EUA em Nova York, informou a empresa nesta segunda-feira (14), buscando reestruturar sua dívida e sobreviver à crescente crise em todo o setor, provocada pela guerra com o Irã .
A AirBaltic afirmou em comunicado que garantiu um financiamento de € 350 milhões (US$ 405 milhões) de instituições financeiras, incluindo Strategic Value Partners, Barclays, Hayfin Capital Management, Morgan Stanley e Oaktree Capital Management, para apoiar suas operações durante a reestruturação.
O financiamento, a uma taxa de cerca de 12%, está sujeito à aprovação do tribunal, disse o CEO da airBaltic, Erno Hilden, em uma coletiva de imprensa.
“Nos próximos meses, iremos dialogar com todas as partes interessadas para chegar a um acordo sobre termos sustentáveis”, disse ele, acrescentando que a empresa espera uma melhoria de € 44 milhões no lucro anual.
A AirBaltic afirmou que os voos operarão conforme programado durante o processo supervisionado pelo tribunal, que espera concluir até junho do próximo ano.
A guerra dos EUA com o Irã fez com que os preços do combustível de aviação dobrassem, desencadeando a pior crise do setor de viagens aéreas desde a pandemia de COVID-19.
Investidores e executivos alertaram que as companhias aéreas com balanços patrimoniais fragilizados correm o risco de falir.
