Na tentativa obstinada de disseminar a discórdia por onde passa, Donald Trump pisou em solo irlandês para defender a unificação da Irlanda, reabrindo uma ferida sensível nas relações do país com o Reino Unido.
O presidente americano expôs a tese em três ocasiões durante o fim de semana, rompendo com a tradicional neutralidade dos EUA em relação ao futuro da Irlanda e Irlanda do Norte.
Ao lado do premiê Micheál Martin, Trump disse que adoraria ver a ilha unificada. “Parece que uma das coisas mais naturais de todos os tempos é juntar os dois. Acho que seria ótimo, uma conquista para todos. É a minha opinião e muita gente concorda com isso.”
A provocação do presidente americano parecia ter como objetivo desestabilizar o Reino Unido e a Europa. E deu certo pela velocidade com que surgiram reações contrárias. O governo britânico reiterou que o tema, assim como um referendo para a unificação da ilha, estava fora de questão.
A proposta de Trump embaralhou o espectro político. Unionistas do Reino Unido e da Irlanda do Norte e até os reformistas, de extrema direita, liderados pelo aliado Nigel Farage, que geralmente apoiam o presidente americano, rejeitaram o seu apelo por uma Irlanda unida.
“A Irlanda do Norte é uma parte integrante e orgulhosa do Reino Unido. A população não quer referendo nem unificação. Discordo do presidente Trump”, escreveu o populista Farage no X.
Trump exporta sua política de discórdia para a questão irlandesa
