Anotações em papel apreendidas em junho pela Polícia Civil de São Paulo em endereço identificado como a residência da empresária Karina Gama apontam para “Mario” como sócio da sua produtora, a Go UP Entertainment, responsável por Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
De acordo com investigadores, a obra recebeu recursos de uma emenda de R$ 2 milhões do deputado federal Mario Frias (PL-RJ), alvo de busca e apreensão na sexta-feira, 11. Ele afirma não ter relação com a execução dos valores.
Procurada no domingo, 13, mesmo dia em que os autos da investigação foram divulgados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a assessoria de Frias não quis se manifestar. Seu assessor, identificado como Diego, afirmou que o gabinete só funciona em horário comercial, de segunda a sexta-feira.
Criticou o que considerou “importunação da reportagem” e afirmou que foi desrespeitado por ter recebido mensagens e uma ligação telefônica no fim de semana.
O advogado de Karina, Ricardo Sayeg, disse não saber da participação do parlamentar nos negócios de sua cliente, mas afirmou que a prática, se confirmada, não configuraria ilícito.
“A Go Up é uma empresa privada que tem todo o direito de captar sócios. Não estou confirmando a informação, mas ainda que fosse (verdadeira), não teria a menor irregularidade. Me parece haver uma demonização, mas a defesa não vai aceitar essa demonização.
