A investigação da Polícia Federal sobre “A Turma”, grupo suspeito de atuar a serviço de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostra que integrantes da organização viram como uma piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, o grupo era pago por Vorcaro para intimidar pessoas, comprar servidores públicos e obter informações sigilosas por meio da invasão de sistemas oficiais.
Entre os integrantes apontados pelos investigadores estava Felipe Mourão, conhecido como Sicário, que se matou depois de ser preso pela Polícia Federal.
Outro nome identificado pela investigação é Bruno Correa Lopes, apontado como responsável pela compra de imóveis e pela intermediação de negócios da família Vorcaro.
Em uma conversa de WhatsApp interceptada pela PF em 27 de fevereiro, Bruno fala com Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, também investigado na Operação Compliance Zero.
Manolo enviou a Bruno uma reportagem sobre supostos desvios envolvendo Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro. Os dois passaram então a discutir a deterioração dos negócios da família diante do avanço das investigações.
“Cobra aí, por favor, porque o que acontece... senão enfraquece, eu não posso cobrar dele, né? Depois que pega tudo, a gente não consegue ficar cobrando. Quero resolver isso hoje”, disse Bruno.
Na sequência, ele afirmou que integrantes da família estariam vendendo patrimônio rapidamente.
