O saneamento demandará R$ 1,2 trilhão para a universalização completa dos serviços de água e esgoto, segundo estudo realizado pelo Itaú BBA em parceria com a Inter.B Consultoria.
O levantamento traçou um panorama da infraestrutura de saneamento no país, mapeando os investimentos já contratados, as necessidades futuras de capital e os impactos macroeconômicos associados à expansão dos serviços.
Como mostrou a CNN, o setor de saneamento deve atingir um pico de aportes em 2027, com R$ 44,2 bilhões previstos para o próximo ano.
Em entrevista à CNN, Rogério Yamashita, responsável pela área de infraestrutura em project finance do Itaú BBA, afirma que o Brasil concentra as maiores oportunidades de investimento no setor.
“Tem muita coisa para fazer por aqui”, diz o especialista.
De acordo com Yamashita, apesar dos pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos no setor, motivados por questões que incluem diferenças nos ativos antes e depois das concessões, tem sido observada uma boa evolução das tratativas com as agências reguladoras. O executivo afirma também que, em contratos de longo prazo, é normal haver ajustes.
Ele destaca ainda que, após as grandes concessões realizadas nas regiões mais desenvolvidas do país, como Sul e Sudeste, os novos projetos no Norte e no Nordeste, regiões mais carentes de cobertura de redes de água e esgoto, são mais complexos.
