No começo de 2024, os clubes do futebol nacional aprovaram um aumento do número de estrangeiros que podem ser relacionados para uma partida do Campeonato Brasileiro: houve um salto de sete para nove jogadores de fora.
A mudança servia para comportar um cenário cada vez mais claro: os elencos das equipes brasileiras estão cada vez mais internacionais. Não à toa, 25 estrangeiros do futebol nacional disputaram a última edição da Copa do Mundo.
Além disso, entre os sete convocados pela Seleção Brasileira que atuavam em território nacional, apenas Danilo, volante do Botafogo, estava com até 25 anos, mostrando que muitos dos destaques são jogadores já veteranos.
Entrevistado do CNN Esportes S/A deste domingo (13), o coordenador-executivo-geral das Seleções Masculinas da CBF, Rodrigo Caetano, avaliou o cenário, apontando como pode ser uma situação ruim para ambos lados e apontou que a entidade pensa em reavaliar o número de estrangeiros.
Nossos atletas acabam saindo de forma precoce, muitas das vezes, não totalmente formados. Muitas vezes, chegam lá e ainda tem um tempo de adaptação. São muitos exemplos, como Vini Júnior, Endrick e, agora, Estêvão. Jogadores com potencial absurdo, mas demanda um certo tempo. Temos que reavaliar essa questão de uma maior utilização de jogadores jovens nas equipes principais por conta do alto número de estrangeiros no futebol brasileiro.
Acabamos de formar excelentes atacantes, excelentes extremos, em detrimento de meio-campistas.
