Na primeira semana de julho, após um ano e meio à frente do Metrô BH, o engenheiro Cláudio Andrade assumiu a presidência de outro grande projeto do grupo Comporte: a Trivia Trens, que havia arrematado a concessão de três linhas da estatal CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com investimentos de R$ 14,7 bilhões em duas décadas e meia de contrato.
Trata-se do passo mais ambicioso no setor metroferroviário da holding controlada pela família Constantino (dona da empresa aérea Gol), mas sua estreia nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi definitivamente para esquecer.
No terceiro dia de operações, em 23 de julho, houve uma sucessão de falhas e a CPTM precisou retomar os três ramais. Houve incêndio em uma composição. Passageiros desceram dos trens e saíram andando pelos trilhos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a situação como “inaceitável” e ameaçou até decretar a caducidade da concessão.
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Recém-chegado na Trivia, Andrade precisou colocar a bola no chão. Foi uma “situação anormal e absolutamente atípica”, segundo o executivo, mas a crise serviu para uma readequação geral dos planos.
Novas rodadas de treinamento e capacitação foram realizadas.
