A investigação sobre A Turma, grupo que, segundo a Polícia Federal, era pago por Daniel Vorcaro para obter informações sigilosas e intimidar pessoas, apontou que 1 de seus integrantes considerou negativa a saída do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria do caso Master.
Segundo reportagem de Augusto Tenório, da Folha de S.Paulo, a PF destacou uma conversa pelo WhatsApp entre Bruno Correa Lopes, apontado como responsável por comprar imóveis e intermediar negócios da família Vorcaro, e Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, também investigado na operação Compliance Zero.
Em 27 de fevereiro de 2026, Manolo enviou a Bruno um link de reportagem sobre supostos desvios de Daniel e Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master. Eles passaram então a conversar: “Cobra aí, por favor, porque o que acontece… senão enfraquece, eu não posso cobrar dele, né? Depois que pega tudo, a gente não consegue ficar cobrando. Quero resolver isso hoje”, escreveu Bruno.
E acrescentou: “Venderam uma casa aqui por 20 milhões, uma casa de 40 [milhões] vão vender por 20 [milhões]. Vão fazendo dinheiro para todo lado, antes que tomem, entendeu? Eles sabem que eles vão perder tudo, então estão vendendo a qualquer preço”.
Mais adiante, enviou o link de uma outra reportagem sobre a CPI do INSS e comentou sobre a troca da relatoria do caso. “Está piorando muito rápido agora que saiu o Toffoli”, disse.
