A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, a NSA, vai passar pela maior reestruturação interna em pelo menos uma década. A mudança acontece sob o governo de Donald Trump e reorganiza uma das mais poderosas estruturas de inteligência dos Estados Unidos para concentrar esforços em cinco áreas consideradas estratégicas: China, inteligência artificial, cibersegurança, apoio às operações militares e inteligência global.
A NSA é responsável principalmente pela espionagem eletrônica dos Estados Unidos. É a agência que intercepta, processa e analisa comunicações e sinais eletrônicos no exterior e também tem papel central na defesa dos sistemas americanos contra ataques cibernéticos. Na prática, é uma das instituições que dão a Washington capacidade de descobrir o que governos, Forças Armadas, organizações e outros alvos estrangeiros estão fazendo por meio de comunicações digitais.
A reorganização será comandada pelo general Joshua Rudd, que assumiu a direção da NSA e o comando do Comando Cibernético dos Estados Unidos em março deste ano. O plano prevê a criação de cinco novas grandes estruturas dentro da agência, cada uma com um diretor próprio.
Uma será dedicada exclusivamente à China. Outra ficará concentrada em inteligência artificial. As demais serão voltadas para cibersegurança, apoio direto às operações militares americanas e inteligência global.
