O plenário do Supremo Tribunal Federal julga na 3ª feira (15.set.2026) se o ministro Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado por sua relação com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Uma dúvida é como fica a situação de Moraes na Corte e se ele poderá seguir à frente de processos em tramitação caso uma investigação seja oficialmente aberta. É improvável que o ministro peça licença do cargo.
O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu no sábado (12.set.2026) a relatoria do processo sobre Moraes e Vorcaro. Caberá, portanto, ao presidente da Corte conduzir o julgamento.
O caso chegou ao plenário depois que André Mendonça tornou público, em 1º de setembro, um relatório da Polícia Federal com informações encontradas no celular de Vorcaro. A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu a nulidade do procedimento.
O QUE PODE ACONTECER
O julgamento pode terminar sem uma decisão definitiva sobre a abertura da investigação. Além de autorizar ou rejeitar a apuração, um ministro poderá pedir vista e adiar a conclusão por até 90 dias.
Um dos cenários seria o entendimento dos ministros de que houve irregularidades na condução do procedimento. A PGR sustenta que Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da Polícia Federal e que uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário.
