Pessoas com diabetes que tiveram covid-19 apresentam recuperação mais lenta, tendem a ter mais complicações associadas à covid longa, pior qualidade de vida e, por isso, precisam de acompanhamento médico mais atento e prolongado. Foi o que mostrou um estudo conduzido na Universidade de São Paulo, que envolveu 870 pessoas acompanhadas por até sete meses após a internação.
“O diabetes não é apenas um fator de risco para a fase aguda da covid-19, mas também um elemento que prolonga o tempo de recuperação e degrada a qualidade de vida no longo prazo. O estudo deixa evidente a necessidade de uma estrutura de saúde para atender a essa população com diabetes que foi infectada pelo vírus SARS-CoV-2, de modo a evitar que esses sobreviventes fiquem presos em um ciclo de reinternações”, afirma Maria Elizabeth Rossi da Silva, chefe da Unidade de Diabetes do HC-FM-USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e uma das autoras do estudo publicado na revista Scientific Reports.
Além de comprovar que pessoas com diabetes demoraram mais tempo para se recuperar da covid-19, a pesquisa constatou um risco maior de complicações cardiovasculares, como infarto e angina, em comparação aos não diabéticos.
