Uma sequência de ofícios, despachos e cobranças entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aumentou a tensão dentro da Suprema Corte às vésperas da sessão desta terça-feira (15), convocada para discutir o caso das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No centro da disputa estão o acesso dos ministros ao material das investigações sobre o Banco Master, a retirada de sigilo dos processos e a atuação de André Mendonça na condução das apurações.
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes passaram a cobrar acesso integral a documentos e dados sob responsabilidade de Mendonça. O relator, por sua vez, argumentou que a divulgação de parte do material poderia prejudicar investigações em andamento e chegou a dizer que a abertura indiscriminada dos dados poderia “tumultuar” a sessão de terça.
A escalada ocorre enquanto Edson Fachin, presidente do Supremo, tenta centralizar a condução da crise. Nesse sábado (12), ele assumiu a relatoria da Pet 16.662, procedimento que reúne as informações sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro, e determinou que as investigações sobre o Master e as fraudes do INSS fossem remetidas à Presidência.
Na terça, os ministros deverão discutir a validade de um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido de Mendonça e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
