O Instituto de Criminalística de São Paulo recusou o recebimento de pelo menos 18 aparelhos eletrônicos enviados para perícia no âmbito da investigação do caso Dark Horse. Os materiais,4 pen drives, 5 celulares e 9 notebooks, apresentavam falhas na lacração que, segundo os documentos, poderiam permitir o acesso aos equipamentos sem o rompimento dos lacres.
A irregularidade poderia comprometer a preservação da cadeia de custódia dos objetos, conjunto de procedimentos destinado a garantir a integridade e a rastreabilidade de vestígios durante uma investigação.
Em um dos termos de recusa, o Instituto de Criminalística afirma que as guias de remessa apresentavam um vão considerado suficiente para a introdução de um cabo de alimentação e para a transferência de dados.
Segundo o documento, a abertura permitiria o acesso ao conteúdo dos equipamentos sem a necessidade de romper o lacre de segurança, o que comprometia a garantia de inviolabilidade do material.
O termo foi assinado pela perita criminal Viviane Freitas Menezes, do Núcleo de Apoio Administrativo do Instituto de Criminalística, e protocolado em 3 de junho de 2026.
Lacres permitiam acesso aos aparelhos
Outro documento, intitulado “Termo de recusa de recebimento - insuficiência de lacração do invólucro”, aponta uma falha no fechamento de uma das embalagens plásticas.
