A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou visitas de familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não atende ao pedido apresentado pela defesa e mantém restrições à sua agenda de campanha.
Em nota de esclarecimento, a assessoria de Michelle disse que os advogados de Bolsonaro solicitaram, em 31 de agosto, autorização para que o pai, a madrasta e as irmãs da ex-primeira-dama pudessem permanecer na residência do ex-presidente sempre que ela precisasse se ausentar. Segundo a equipe, o pedido não tratava de visitas.
A solicitação tinha como objetivo permitir que familiares acompanhassem Bolsonaro durante compromissos de Michelle no Distrito Federal e, eventualmente, em outros Estados.
A assessoria citou um episódio de 1º de agosto, quando Michelle passou mal, teve fortes dores e precisou ser internada. Na ocasião, segundo a nota, ela teve de aguardar autorização judicial para que uma de suas irmãs pudesse permanecer na residência com Bolsonaro durante sua internação.
Moraes decidiu sobre o pedido na 5ª feira (10.set.2026). O ministro autorizou familiares a visitar Bolsonaro às quartas-feiras e aos sábados, em períodos determinados. Entre os autorizados estão o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, os sogros Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes e as cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima.
