As eleições gerais da Suécia continuaram sem um vencedor definido na noite deste domingo (13), com um resultado apertado que levou tanto o primeiro-ministro conservador em fim de mandato quanto a oposição de esquerda a se declararem prontos para governar.
A extrema direita, porém, parecia perder terreno. Com quase 90% dos votos apurados, os quatro partidos de oposição liderados pela social-democrata Magdalena Andersson apareciam com uma vantagem de apenas uma cadeira no Parlamento: 175 assentos, contra 174 da aliança de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson.
“Por enquanto, estamos na frente. E, se isso for confirmado, a Suécia terá um novo governo”, declarou Andersson, de 59 anos, a seus apoiadores.
Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro da Suécia, entre 2021 e 2022, ela afirmou que sua coalizão está pronta para assumir o governo. Mas seu partido, que governou o país durante boa parte do século XX, obteve cerca de 28% dos votos, o pior resultado da legenda em mais de um século.
O Partido Moderado, de Kristersson, alcançou 19,9% dos votos. O primeiro-ministro disse que respeitaria a intenção de Andersson de tentar formar um governo com os outros três partidos de esquerda.
Ainda assim, ressaltou que as divergências dentro do bloco oposicionista poderiam dificultar a formação de uma coalizão estável, mantendo aberta a possibilidade de uma direita permanecer no poder.
