Neste domingo, 198 pessoas, das mais diversas áreas de atuação, se uniram e enviaram carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O grupo pede "rigorosa e imparcial apuração" do que define como "gravíssimas acusações" que afetaram a Corte nas últimas semanas.
A carta não menciona o nome de nenhum outro magistrado. Entretanto, sabe-se que o ministro Alexandre de Moraes é personagem central da crise do STF.
Divulgado em 1º de setembro, relatório da Polícia Federal (PF) mostrou que Moraes trocou mais de 50 mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
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De acordo com a PF, o então banqueiro chegou a perguntar ao magistrado se deveria fugir do país. O registro é de novembro de 2025, dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
A PF também revelou que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci. Advogada, ela é mulher do ministro do STF.
Diante da situação, Fachin convocou sessão extraordinária do plenário do Supremo para a manhã da próxima terça-feira, 15. A ocasião servirá para definir se Moraes será ou não formalmente investigado.
Com a confirmação da sessão, ministros aliados de Moraes passaram a fazer séries de pedidos. Cristiano Zanin e Gilmar Mendes solicitaram, por exemplo, o acesso à íntegra do material que a PF extraiu do celular de Vorcaro.
