Jason Morris passou anos ajudando incorporadores de imóveis residenciais, comerciais e industriais a cortar a burocracia e superar a resistência de moradores na região de Phoenix. Ocasionalmente, o advogado especializado em uso do solo assessorava construtores de data centers.
Os projetos de data centers eram aprovações garantidas. As cidades os recebiam bem porque se assemelhavam a edifícios de escritórios e não geravam muito tráfego. A região de Phoenix se tornou um polo de data centers que impulsiona o boom da inteligência artificial.
Então veio a reação contrária, e a hora de chamar os advogados.
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Morris agora dedica cerca de 70% do seu tempo a projetos de data centers. Antes, eram 10%.
Parece impossível escapar da disputa em torno dos data centers nos Estados Unidos. O tema domina os feeds do Facebook, as reuniões das câmaras municipais e os anúncios das eleições de meio de mandato. A construção de data centers está sustentando a economia e absorvendo trilhões em investimentos.
Os data centers também criaram uma nova e lucrativa área de atuação para os advogados.
De um lado, advogados de defesa coletiva trabalham com comunidades locais e grupos de advocacy para criar obstáculos jurídicos que atrasem o desenvolvimento.
