A defesa da empresária Karina Gama, produtora do filme Dark Horse, considerou positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o sigilo da investigação sobre o filme. O inquérito apura movimentações financeiras de Karina por meio do Instituto Conhecer Brasil (IBC) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), no âmbito de um contrato para a instalação de internet Wi-Fi gratuita em comunidades periféricas.
O advogado Ricardo Sayeg afirmou em nota à imprensa que a investigação é legítima, mas não representa uma acusação ou condenação.
“Investigar é legítimo”, afirma o advogado. “Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.”
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Segundo a defesa, mais de 20 mil páginas de documentos já foram apresentadas às autoridades.
Produtora de Dark Horse é alvo de investigação da PF
Na quinta-feira 10, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação que apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Entre os alvos estavam empresas ligadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, em São Paulo. Também foram cumpridos mandados no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a investigação, há indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados.
