O Iprev Maceió (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió) aplicou R$ 97 milhões no Banco Master de dezembro de 2023 a maio de 2024, durante a gestão do ex-prefeito JHC (João Henrique Caldas), do PSDB. A PF aponta possíveis irregularidades nas operações. Eis o documento na íntegra (PDF- 3,1MB).
A investigação apura 2 operações. A primeira, de R$ 80 milhões, foi realizada em 6 de dezembro de 2023. A segunda, de R$ 17 milhões, ocorreu em 13 de maio de 2024. Os recursos foram usados para a compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
A PF afirma que as aplicações contrariaram a política anual de investimentos do Iprev. Em 2023, a política estabelecia estratégia-alvo de 0% para ativos de emissão bancária. Em 2024, o limite era de 5%. Mesmo assim, a posição no Banco Master chegou a cerca de 20% do patrimônio do regime próprio de previdência, segundo a investigação.
Master não era habilitado, diz PF
A primeira aplicação, de R$ 80 milhões, ocorreu quando o Banco Master ainda não fazia parte da lista do Ministério da Previdência Social de instituições habilitadas a receber recursos de regimes próprios de previdência. A PF afirma que o banco só foi incluído na relação em abril de 2024.
Segundo a investigação, a operação de dezembro de 2023 foi, portanto, realizada em favor de uma instituição que não preenchia naquele momento os requisitos regulatórios para receber recursos previdenciários.
