Estátua da Justiça, em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Antonio Augusto/STF
A sessão de terça-feira (15) do Supremo vem sendo tratada como um momento decisivo para a crise envolvendo o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes. Mas os bastidores do tribunal mostram um cenário diferente: os próprios ministros ainda não sabem exatamente o que será submetido ao plenário- e há uma articulação para que não haja uma decisão sobre o mérito das mensagens além de cenário com pedido de vista no radar.
A sessão está marcada para as 10h. Edson Fachin conversou individualmente com ministros, mas ainda há dúvidas sobre o objeto e a dinâmica do encontro. Um ministro resume: como preparar um voto sem saber exatamente o que será votado?
No grupo próximo a Moraes, a estratégia é que buscar o que chamam de encaminhamento, sem levar o plenário a analisar o conteúdo das mensagens. A leitura é que seria difícil avançar agora no âmbito criminal porque não há pedido da PGR nesse sentido. O caminho considerado mais natural por esse grupo seria votar apenas o que foi formalmente requerido pela Procuradoria. Ou seja: nulidade do material que revelou as mensagens de Vorcaro a Moraes, segundo investigações apontadas pela PF.
Existe, porém, uma segunda possibilidade segundo cenário traçado nos bastidores: Fachin propor algum tipo de investigação não requerida pela PGR.
Às vésperas da sessão, STF vive disputa nos bastidores sobre votos, alcance do julgamento e pedido de vista
