O Instituto de Criminalística recusou uma série de pendrives, celulares e notebooks apreendidos pela Polícia Civil porque na investigação sobre o filme Dark Horse porque haviam falhas nos lacres dos pacotes apreendidos. Segundo relatório do instituto, os invólucros foram carregados de maneira inadequada, o que deixou uma abertura que permitia acesso aos equipamentos mesmo com os lacres fechados.
Ao todo foram recusados cinco celulares, 13 pendrives e nove notebooks apreendidos em 1º de junho. Um segundo relatório indica que o a abertura em alguns dos invólucros era grande o suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, “sendo possível a manipulação dos dados no interior do equipamento”.
Depois disso, a própria Polícia Civil relatou que recebeu o material de volta para “readequar os invólucros e a aposição de novos lacres” para “preservar a integridade dos objetos e a cadeia de custódia” e o retorno ao Instituto de Criminalística.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu neste domingo (13) tirar o sigilo da investigação do caso Dark Horse que apura o possível direcionamento de emendas parlamentares para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão alcança o material produzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up, produtora responsável pelo filme.
