A Justiça de São Paulo autorizou a Polícia Civil do estado a acessar informações apagadas de celulares e outros aparelhos eletrônicos apreendidos durante as investigações do caso Dark Horse, que apura a utilização de recursos públicos para o financiamento do filme biográfico a respeito do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A autorização consta em decisão do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da Vara Regional das Garantias de São Paulo, de 26 de maio deste ano.
O documento faz parte das investigações tornadas públicas neste domingo (13), após o levantamento do sigilo determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
À época, o MP autorizou a análise da memória dos aparelhos apreendidos durante o cumprimento das buscas, desde que as informações tenham relação com os fatos investigados.
“Autorizo a pesquisa nas informações existentes na memória dos aparelhos telefônicos eventualmente apreendidos por ocasião do cumprimento da presente medida cautelar de busca e apreensão e que estejam relacionados com os fatos investigado, inclusive eventual recuperação de dados apagados”, diz a decisão, publicada em maio deste ano.
A medida foi concedida pelo MP após pedido da Polícia Civil. A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e a execução do programa WiFi Livre SP, da Prefeitura de São Paulo.
